O medo é a ausência da confiança, o desconhecimento da verdade, é pavor, aflição, desassossego.
O medo acontece quando nossas fantasias parecem reais.
O medo pode ser entendido como um elo entre referenciais de qualquer emoção desagradável frente a um estímulo externo.
O medo nos remete a uma situação de solidão frente ao incontrolável.
Esse controle parece não ser nosso.
Há medos que podemos fugir, medos concretos, mas os medos que nem, sabemos ou entendemos do que e porque.
Qual ponto em nossa vida adquirimos essa sensação de fragilidade tão grande que abrimos mão de continuarmos por algo “maior” que nos assusta de tal maneira que o próprio organismo grita de dor e desespero?
Isso é uma situação íntima “o medo é meu”, o medo cresce porque consideramos que ninguém pode entender, compreender ou ajudarmos.Não nos sentimos com forças para reconhecer nossos limites, incapacidades e incompetência.
É uma sensação de solidão que nos enfraquece.
A busca de respostas, ou o próprio medo de sentir medo transforma qualquer razão em um turbilhão de pensamentos que cada vez mais parece nos ameaçar. Essa sensação tão insuportável nos distancia da realidade, fazendo crescer mais e mais as fantasias.
As respostas procuradas parecem não terem lógica, então preferimos para nos “proteger”, evitar a qualquer custo esse enfrentamento e com isso pagamos o preço de nos vermos anulados diante da vida.
Como se o inconfessável pudesse ser escondido e assim nos resguardamos do “perigo”.
O organismo desencadeia sintomas como uma função importante para a sobrevivência. Nos colocando em uma luta constante na tentativa de evitar a dor de viver...
O medo é crença no mau, ele não existe na ação, é antes de estar lá que o medo é gerado, a imaginação é tomada pela realidade. O medo nos fecha a porta para a vida, é falta de disciplina mental, com a mesma força que “escolho” imaginar as fantasias como realidade, temos potencial para desfazer, desacreditando no mau. Tirando a importância do mau.
Aumentando a observação da realidade para diminuirmos as fantasias, tirando a fragilidade do contato com a realidade usando a inteligência.
O poder que temos para nos destruirmos é o mesmo poder que usaremos para nos “salvar”.Está dentro de nós é só tomarmos posse de nós mesmos.
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